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Podemos dizer que, hoje, 3% a 5% das crianças em idade escolar no mundo inteiro lutam com problemas de falta de atenção, impulsividade e hiperatividade. Destas, 50% vão continuar a ter dificuldades na idade adulta. Venha descobrir como lidar com essas dificuldades.


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Professor, o que é mais difícil no trato com seu aluno com TDAH?

o comportamento hiperativo dele
despertar sua atenção
manter sua atenção no que está fazendo
evitar que seja agressivo com os colegas
fazer com que ele faça a lição de casa
fazer ele ler alto em sala
o estudo da Matemática
entender a letra dele
fazer com que ele leia lições e livros pedidos
evitar que ele interrompa você e os colegas
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hiperatividade: Corrigir Sem Criticar
Publicado em 15 de novembro de 2006 - 08:00:00
Aspectos gerais sobre o transtorno

 De acordo com John Taylor*, há sempre uma maneira produtiva de conversar com as crianças a respeito de seu comportamento. Os métodos apresentados aqui, extraídos do texto original Correcting without criticizing: a practical guide for parents, servem tanto para pais, professores, orientadores, líderes de grupos de jovens quanto para qualquer adulto responsável pela supervisão e cuidado de crianças e adolescentes.

Falar demais é o erro mais comum cometido pelos pais. Cutucar, lembrar, repetir ordens e falar mais de uma vez para fazer isto, não fazer aquilo cria ressentimento tanto nos pais quanto nos filhos. A crítica é um ato destrutivo que convida à vingança. A correção é uma arte útil que convida à cooperação. Não existe a crítica construtiva. Baseada na crença falsa que, para fazer a criança agir melhor, precisamos primeiro fazê-la sentir-se pior, a crítica normalmente causa mais problemas do que o comportamento errado inicial.





Quando um problema de comportamento acontece, confrontar a criança é uma importante e poderosa ação e deve ser usada para aumentar a harmonia familiar. Corrigir sem criticar é um aspecto importante para a orientação eficiente da criança. Fortalece o amor do filho para com os pais e aumenta a sensação de segurança emocional no relacionamento.


Padrões realistas de comportamento

As crianças necessitam padrões de comportamento que correspondam ao que são capazes de fazer, precisam fazer ou estejam prontas para fazer. Padrões muito elevados podem causar frustração em todos os envolvidos. Se os padrões e expectativas estão além do nível de habilidade e compreensão de uma criança, não vai ser fácil para ela conseguir alcançá-los. O resultado é desapontamento e mal comportamento. Se a criança aceita os padrões exigidos e tenta alcançá-los, corre o risco de achar que não está à altura do desejado e, portanto, é pouco inteligente, sem valor ou má. Se compreende que os padrões são muito altos e os questiona, pode sentir que não é amada. Os pais precisam mostrar que se preocupam com os desejos e habilidades reais de seus filhos.

Se o padrões são muito baixos, a criança pode atingi-los com facilidade e a porta está aberta para outras fontes de desapontamento pessoal. Primeiro, se esses padrões são aceitos como um reflexo de suas reais habilidades, passa a acreditar que consegue conquistar qualquer coisa sem muito esforço. Esta visão certamente criará problemas quando tiver que enfrentar tarefas do nível real das suas habilidades ou um pouco acima. Segundo, se a criança compreende que esses padrões são muito baixos, pode concluir que os pais têm pouca fé nas suas habilidade e naquilo que é capaz de conseguir.

Ajustar as expectativas em relação aos filhos freqüentemente, conversando com eles. Evitar pouca ou muita ajuda, auxiliar na medida da necessidade. Estar informado sobre como se processa o desenvolvimento das crianças e discutir com freqüência as habilidades e progresso na escola.


Preparar o ambiente antes de falar com a criança

Antes de confrontar uma criança, os pais devem abrir o canal da comunicação, estabelecer um clima emocional e começar uma conversa confortável. É importante lembrar que, a qualquer hora, a criança pode estar mais calorosa e próxima ou mais fria e distante. O objetivo é criar um espaço para que a criança possa se "distanciar" emocionalmente de seus pais à medida que sente o incômodo das suas preocupações e, ainda assim, manter uma relação próxima e amorosa.

São 4 os pontos chaves no confronto para se discutir uma mudança em algum aspecto do comportamento de uma criança:
- empatia: mostrar compreensão. Mostrar empatia significa ter sentimentos e fazer declarações que reflitam um reconhecimento sincero dos sentimentos da criança e uma preocupação real com eles. A melhor maneira de demonstrar empatia é expressar o desejo que a criança possa experimentar sentimentos agradáveis e acontecimentos positivos em sua vida. Além de mostrar que você se importa com ela, esse aspecto da empatia enfatiza "Eu quero o melhor para você".
- cortesia: tratar a criança com dignidade. Muito importante para um confronto. Focalizar no que a criança está falando e evitar pensar em outras coisas durante a conversa. Nunca começar um confronto acusando a criança de ter feito uma coisa ruim ou errada. As primeiras palavras de um confronto devem ser amigáveis e não hostis. Nunca interromper a criança quando ela está contando o incidente; isto é um insulto e pode iniciar uma discussão. Falar em tom de voz como se estivesse conversando com uma pessoa dez anos mais velha.
- brevidade: evitar "pegar no pé". Passar o recado em poucas palavras, de modo que tudo o que for dito tenha significado. Quando mais palavras forem usadas, menos eficientes elas se tornam, surge a necessidade de falar mais alto ou combinar as palavras com ameaças. Um bom confronto evita tanto a voz alta como as ameaças.
- oportunidade: escolher o momento certo. Isso é importante tanto para o adulto como para a criança. Informações que podem diminuir a imagem da criança perante os amigos ou familiares devem ser discutidas em particular. Evitar o confronto quando ela já estiver aborrecida, zangada ou triste. Se o adulto está sob grande tensão, cansado, zangado ou emocionalmente esgotado, fazer o possível para relaxar antes do confronto com uma criança. Não há necessidade de enfrentá-la no momento do mal comportamento. Calma e oportunidade de organizar os pensamentos antes do confronto trazem melhor resultados e reforçam a relação.


Cinco passos para um melhor controle de comportamento

O confronto deve ensinar alguma coisa tanto aos pais quanto aos filhos. As crianças devem aprender a escolher um comportamento mais adequado e os adultos devem aprender mais sobre as necessidades das crianças. Assim, podem adaptar sua expectativas e ações de modo a evitar futuros comportamentos inadequados.

São 5 os passos básicos para um confronto sobre mal comportamento:
- interromper: estar pronto para interromper o processo. Por exemplo, separar crianças que brigam e mandar cada uma para um lado diferente.
Intervir para que o comportamento negativo cesse e a criança tenha que enfrentar você.
Haverá ocasiões em que você pode não querer interromper a situação. Freqüentemente, a melhor forma de tomar uma atitude disciplinadora é não se envolver no incidente. No entanto, se estiver evitando propositadamente se envolver , não será capaz de confrontar a criança com sucesso. Se desejar o confronto, precisa tornar sua presença conhecida.
Chamar a criança do lado e mostrar o comportamento não desejado que está começando a aparecer. Ficar calmo e organizado.
- acalmar: ambas as partes precisam se acalmar. Talvez mandar a criança para um lugar, como o quarto, onde ela possa ficar por alguns minutos antes de enfrentá-lo. Mais importante, no entanto, é que o adulto se acalme.
- afirmar: expressar confiança no julgamento da criança e sua habilidade em entender o que vai ser discutido.
Acreditar que ela quer colaborar. Mostrar uma apreciação real das coisas certas que ela faz e salientar que ela tenta de verdade ser boa e ter uma atitude agradável em determinadas horas e circunstâncias.
Ser sincero e escolher características que realmente aprecia.
- redirecionar: depois de interromper o comportamento não desejado, mostrar a direção a ser seguida. Uma maneira útil de redirecionar é fazer a criança recriar a situação e desfazer ou melhorar o erro. Ex: se um brinquedo foi quebrado, pedir desculpas e providenciar outro brinquedo; se houve briga, a criança deve mostrar uma maneira mais amigável de brincar.
- educar: tentar descobrir o que acontece nos momentos anteriores ao comportamento inadequado. Isso pode proporcionar dicas para a motivação de tal comportamento.
Uma boa maneira de mudar o comportamento é chamar a atenção para o momento em que acontece.
Combinar um código com a criança para que ela tome consciência desses momentos. Por exemplo: "bandeira vermelha".
Ajudá-la a pensar nos efeitos do seu comportamento e como a próxima vez pode ser melhor. Falar da próxima vez de maneira positiva é um incentivo para a criança.
De modo geral, pais que incentivam referem-se a aspectos úteis do futuro e pais que não incentivam ficam repisando aspectos negativos do passado.


Cinco passos para um confronto efetivo

A maneira de ensinar a criança como melhorar seu comportamento na "próxima vez" segue estes cinco passos:

Primeiro Passo: Descrever a Situação
Falar para a criança como o mal comportamento afeta diretamente as outras pessoas de maneira negativa.
Ajudá-la a entender o efeito que isso tem nos outros. Ex: "Cada vez que você pega a bola da Elisa ela pensa que você está brava com ela e começa a se sentir triste e confusa."
Dizer que o mal comportamento é um erro, um engano. Ex: "Acho que você está cometendo um engano importante com a Regina, e gostaria de conversar com você a respeito disso."

Começar descrevendo clara e especificamente o que foi realmente observado. A descrição objetiva de ações externas é mais eficiente do que ficar imaginando motivos para o comportamento da criança, tirando conclusões nem sempre verdadeiras ou classificando a criança. Apontar quantas vezes você a escutou dizendo coisas inadequadas para um irmão é bem mais útil do que chamá-la de pestinha ou língua de trapo.

Segundo Passo: Declarar seus Sentimentos
Não ter medo de falar para a criança como você está se sentindo a respeito do que aconteceu no primeiro minuto que achar que está preparado. Evitar que ela perceba como você foi afetado rouba dela instrumentos importantes no aprendizado de como melhorar as relações com os outros. Compartilhar seus sentimentos é uma forma de contato que permite à criança sentir seu real desejo de se "conectar" emocionalmente. Esta declaração sincera de sentimentos ajuda na harmonia familiar e estabelece um exemplo a ser seguido.

É melhor falar de sentimentos e ações do momento do que se referir ao passado ou fazer predições para o futuro. Dizer para a criança que você está zangado agora: "João, estou bravo agora com o que você fez."
Dizer como se sente, honestamente: "Se você está agindo dessa maneira, fico desapontado com meus esforços de ensinar como quero que você se comporte."

Terceiro Passo: Pedir Mudanças
Dizer para a criança uma vez só - muito clara e firmemente - e com tranqüilidade, o que deseja que ela faça ou deixe de fazer. Expressar isso de maneira esperançosa ou em forma de desejo: "Espero que você comece a fazer suas tarefas de casa a partir das 7:00 horas de hoje em diante."
Sugerir alternativas para a criança pensar a respeito além de "porque eu quero" ou "porque eu sou seu pai/sua mãe".

Ser específico e claro. Se for vago ou falar de maneira indireta a respeito dos seus desejos, é possível que surjam mais problemas. Uma possibilidade é a criança desenvolver sentimentos de culpa por não poder satisfazê-lo. A criança também pode começar a se ressentir ou mesmo a odiá-lo por ter tanto poder e por, aparentemente, passar mensagens de rejeição.

Ao receber uma declaração clara dos seus sentimentos, a criança pode sentir melhor a alegria de responder às suas necessidades emocionais.

Quarto Passo: Oferecer Apoio para as Mudanças
Tratar o mal comportamento como um erro pequeno que pode ser corrigido fácil e rapidamente. Sugerir correções que podem ser feitas. Encorajar e indicar que a questão pode ser resolvida rapidamente.

Enfatizar a necessidade prática da correção exigida. A criança precisa estar consciente da importância de não fazer a coisa errada.
Tentar mostrar quanto os outros dependem dela. Mostrar os reais resultados do erro, calmamente e sem ameaças ou predições de prejuízo eterno.
Mostrar que privilégios serão retirados se houver abuso e que serão concedidos se houver responsabilidade.

Quinto Passo: Verificar a Compreensão e Aceitação
O objetivo é conseguir um acordo e não vencer uma batalha. Conflitos são resolvidos mais facilmente em clima de confiança e respeito mútuo. Mostrar tato ajuda.

Tratar o conflito como um problema que precisa ser resolvido em conjunto. Focalizar na busca de uma solução que atenda às necessidades de todos sem frustrações. Respeito mútuo, que leva à satisfação mútua, ajuda muito a solucionar possíveis problemas.

Deixar a criança manter sua dignidade permitindo que defenda e explique suas ações. Procurar saber o ponto de vista da criança sobre o problema, seus sentimentos e idéias a respeito de possíveis soluções. Depois de escutar com cuidado, respeito e calma o ponto de vista da criança, repeti-lo com suas próprias palavras , mesmo que não concorde com tudo. Colocar a explicação da criança da sua maneira mostra compreensão e preocupação. Essa empatia pode ajudar a criança a entender o seu ponto de vista mais tarde.

Em vez de provar como a criança está errada, ajudá-la a fazer a coisa certa. Fazer um esforço para mudar a posição da criança em vez de simplesmente fazer um julgamento. Junto com a criança, explorar o assunto como um aliado. Definir calmamente sua posição e justificar. Dizer que quer que a criança compreenda seu ponto de vista. Se tem certeza, expressar confiança que ela realmente compreende.

Se a criança começar uma luta de poder e rejeitar todas as alternativas, dizer: "Não vou discutir com você. Você até pode estar certa, mas continuo querendo que faça dessa maneira porque..."

Se necessário, pedir uma "solução experimental" e discutir sobre os resultados mais tarde.

Os pais precisam ensinar seus filhos a pensarem no impacto que seu comportamento tem sobre eles mesmos e os outros. Convidá-los a pensar em possíveis soluções. Este processo é parte de como ensinar crianças a tomarem decisões mais acertadas.

Os 6 passos que ajudam uma criança a fazer melhores escolhas a respeito do seu comportamento são:
· identificar o problema
· juntar dados
· identificar as escolhas
· analisar as conseqüências das escolhas
· decidir o que fazer
· fazer uma avaliação depois da ação
· Esses seis passos se aplicam a qualquer forma de comportamento não adequado repetido.

O exemplo do quadro seguinte se refere à quebra das regras de uma dieta (comer comida proibida quando os pais não estão em casa).

COMO ENSINAR A TOMAR DECISÕES *

PASSOS PARA A TOMADA DE DECISÕES

1 - Identificar o Problema

2 - Juntar Dados

3 - Identificar as Escolhas

4 - Analisar as Conseqüências das Escolhas

5 - Decidir o que Fazer

6 - Avaliar os Resultados


MÉTODO INEFICIENTE

Acusar, chamar nomes: "Você não está mais prestando atenção na dieta." "Você não deve estar se preocupando com sua saúde."

Presumir que você já sabe tudo o que tem para saber:
"Já sei o que você estava pensando e não quero saber de nenhuma das suas desculpas."

Fazer sermão, não dar escolha: a criança escuta e você fala:
"De agora em diante, nunca mais deixo você sozinha em casa, e você nunca mais vai poder..."

Presumir que suas decisões são as melhores; exigir que a criança obedeça:
"Se fizer isso outra vez, vai ver só! "Não adianta tentar falar comigo a respeito disso."

Decidir instantaneamente enquanto está zangado; não oferecer nenhuma decisão:
"Você está de castigo por uma semana; assunto encerrado."

Nenhuma conversa com a criança até a próxima quebra na dieta; nenhum planejamento para verificar os resultados das possíveis mudanças.


MÉTODO EFICIENTE

Específico, possível contar:
"Nesta semana, você comeu uma coisa que não podia 3 vezes".

Descobrir os fatos; buscar a lógica da criança e seus sentimentos:
"Houve outras ocasiões que eu não estou sabendo?" "Você concorda que nas 3 vezes você estava errado?"

Incentivar a criança a pensar numa solução; dar alternativas:
"O que podemos mudar para que não seja tão difícil da próxima vez?"
"O que outra coisa você pode fazer nessas ocasiões em vez de comer?"

Usar a lógica do "Se... então":
"Se eu tirar esse tipo de comida da cozinha, então nossa família vai precisar achar um substituto.

Explorar os prós e contras de cada escolha:
"O que você acha?"

Dar à criança a possibilidade de pensar em algumas soluções; fazer um acordo; basear as decisões nas necessidade da família:
"Vamos achar a melhor solução para atender o seu problema e para proteger você - e o resto da família - destes mesmos erros. Tome nota das nossas decisões para ter certeza de como elas são. Discutiremos a respeito disso todos juntos novamente."

Discutir os resultados numa hora combinada e planejada, normalmente alguns dias após o incidente; permitir mudanças no combinado:
"Você acha que nosso plano está funcionando?" "Há alguma coisa que você deseje modificar?"

* Fonte: Why Can't I Eat That! Helping Kids Obey Medical Diets, John Taylor e R.Sharon Latta, R & E Publishers, San Jose, CA, USA, 1993.

 

        Papéis Destrutivos a Evitar

Ao confrontar uma criança, devemos evitar cada um destes quatro papéis, pois todos eles trazem possibilidade de problemas.

Comandante: O Comandante precisa controlar tudo e todos através de constantes ordens e exigências. As declarações mais freqüentes são "Você deve...", "Você vai..." e "Você tem que...".
As crianças devem parar de mostrar um comportamento negativo e há muitas ameaças e avisos do tipo "É melhor você fazer senão...".
O jeito de evitar o papel de Comandante é focalizar no próprio autocontrole e não no controle da criança. Quando controlado, é possível escutar e encontrar tempo para os problemas da criança. Quando você não está controlado, corre o risco de supercontrolar a criança.
Evitar que o poder que vem de você seja muito maior e a criança muito menor. Decidir evitar o uso da força ou o poder como método principal de influenciar o comportamento da criança.
Parar de pressionar, ao invés, propiciar a tomada de decisão compartilhada.
Não é necessário ficar repetindo que o comportamento é inaceitável. Uma afirmação simples e direta sobre o impacto das ações nos outros pode ser suficiente. Ex: "Quando você fez aquilo, João ficou triste porque...

Juiz: O Juiz é muito rápido para decidir as coisas. As ações da criança são consideradas muito negativas, e a culpa dela é decidida muito rapidamente. O Juiz também gosta de dar nomes: " Você é um mau garoto", "Você não está pensando direito", "Você está me desapontando outra vez".
Juízes querem sempre provar que estão certos e as crianças erradas. Uma criança é considerada culpada sem poder contar o seu lado da história. Há uma tentativa de diminui-la. O Juiz acha que é bom e eficiente mostrar as falhas da criança para que ela possa corrigi-las.
Acusar a criança de ser má em nada ajuda. Constantemente julgada, ela se torna defensiva e reservada. A criança quer que você escute seus pensamentos e idéias, e não julgue o que é bom, mau, certo ou errado a respeito das suas opiniões.
Acusar a criança de ter um motivo não adequado, como querer aparecer, só prejudica a comunicação entre vocês dois. Acaba com qualquer oportunidade de segurança emocional.
Evitar dizer que você está certo e a criança errada. Evitar tirar conclusões apressadas. Se você nunca "pegou" a criança na situação em questão, ou as evidência são poucas, ser muito cuidadoso ao acusá-la.
Lembrar que o erro - o mal comportamento - está sendo corrigido. Tratar a criança como uma pessoa muito importante, que sempre vale a pena escutar. Evitar as seguintes armadilhas:
Ameaças: "Você vai se arrepender!"
"Vou mandar você para um orfanato e você nunca vai voltar."
Previsões sombrias: "Você vai acabar na prisão."
Afirmações extremas: "Você sempre faz isso!
"Você nunca lembra de fazer da maneira que eu ensinei."

Nunca dizer que você acha que a criança não consegue fazer nada certo.
Evitar dar nomes.
Qualquer crítica a respeito da sua atitude, energia, honestidade, cooperação, personalidade ou das suas habilidades pode machucar.

Sabe-tudo: O Sabe-tudo pergunta, investiga, examina. "Por que fez isso?" "Para que você fez isso?"

Freqüentemente, há uma demonstração de conhecimento e a necessidade de um sermão para as crianças. O jeito de evitar essa postura é decidir compartilhar dados. Uma antiga fábula ilustra bem este ponto.

Uma vez, havia quatro homens cegos perto de um elefante tentando descobrir o que era um elefante. À medida que cada um tocava uma parte diferente do animal, declarava ter descoberto a verdadeira natureza de um elefante. Um dizia que o elefante era como uma mangueira de incêndio; outro, que o elefante é como uma folha gigante; o terceiro, que o elefante é como uma parede; e o quarto, que é o elefante é como uma corda. O único processo necessário para que eles chegassem a uma conclusão correta acerca do elefante seria juntarem todas as informações. No entanto, como a fábula conta, eles ficarem discutindo para sempre o que era realmente um elefante.

Esses cegos eram Sabe-tudos. Cada um dizia que a sua informação era a correta.
É preciso escutar o ponto de vista da criança e suas explicações sem tirar conclusões precipitadas. Juntar bem todos os dados para poder ajudar melhor sua criança.

Comediante: O Comediante, brinca, zomba e usa sarcasmo. "Por que você não queima a casa de uma vez!" "Como você é bem comportado!"
Para evitar o papel de Comediante, lembrar que o humor é perigoso em relações próximas. Raramente é bem sucedido num confronto. É melhor deixar o humor de lado em conversas sérias com as pessoas que gostamos. Reservar o humor para ocasiões leves, em que não estão sendo resolvidas coisas importantes entre você e a criança.

A próxima comparação contrapõe mensagens de incentivo com mensagens críticas do Juiz ao confrontar uma criança a respeito de um comportamento inadequado. A situação a que se refere é comer alimentos não permitidos na dieta da criança.

JUIZ

"Desista. Você não consegue mesmo se manter na dieta".

"Você nunca foi boa em manter a dieta, e isso agora só confirma."

"Você continua fazendo a dieta errada. Não consegue aprender?"

"Você não está fazendo a dieta tão bem quanto a Tati. Você não quer fazer que nem ela?"

"Você nunca vai conseguir fazer uma dieta."

"Aposto que, da próxima vez que nós sairmos, você vai comer o que não deve escondido, outra vez."

"Não tem desculpa comer a coisa errada."

"Não seguir a dieta é horrível, muito ruim."

"Sair da dieta quer dizer que todo o seu e o meu esforço até agora foi pura perda de tempo".



PAIS INCENTIVADORES

Não desanime por causa deste único deslize."

"Você fez alguns erros em relação ao tipo de comida mas está fazendo cada vez menos."

"Você está fazendo cada vez menos erros".

"Não se preocupe com a Tati. Veja o seu próprio progresso - você está fazendo cada vez menos erros no tipo de comida e isso é que é importante."

"Você vai fazer cada vez menos erros na escolha da comida a medida que fica com mais prática na dieta."

"Talvez na próxima vez seja melhor, porque, depois desta nossa conversa, vou ter mais da comida certa para você na geladeira."

"Vamos ver porque você está tendo problemas."

"O mundo não vai acabar por causa disso, mas é melhor mudarmos alguma coisa para que não aconteça outra vez."

"Não vamos desperdiçar a experiência. O que podemos aprender com ela para que seja melhor da próxima vez?"


Confronto Eficiente

Alguns dos princípios chaves de Corrigir Sem Criticar estão na tabela seguinte. Rever freqüentemente para lembrar-se como incentivar a criança quando for necessário um confronto.


Confronto Eficiente
(Correção)

· Pede a opinião da criança

· Comunicação de mão dupla

· A criança tem opções, pode analisar alternativas

· A lógica da criança é respeitada

· Faz perguntas condutoras

· Respeita a criança

· Soluciona problemas

· Pede para a criança considerar o ponto de vista do adulto

· Aceitação do ponto de vista da criança como uma opção válida

· Resolve problemas de fundo que estejam levando ao comportamento inadequado

· Não repete as mensagens

· Adulto pratica os valores em discussão - cortesia, gentileza

· Promove harmonia


Confronto Ineficiente
(Crítica)

· A criança tem que pensar o que é mandada pensar

· Comunicação unilateral, adulto fala, criança ouve

· A criança não tem opções, é mandada fazer

· A lógica da criança não é percebida

· Faz sermão

· Acusa

· Exige obediência

· Exige que a criança aceite o ponto de vista do adult

· Rejeição do ponto de vista da criança

· Os problemas básicos e as necessidades da criança não são resolvidos

· Adulto é falador, gosta de "ensinar"

· Adulto pratica ser autoritário e exigente

· Destróe a harmonia


* John Taylor é um psicólogo da família, presidente da Sun America Seminar, em Oregon, USA. Sua prática terapêutica está voltada ao fortalecimento da família.




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